quarta-feira, 7 de abril de 2010

Infância na Antiguidade

ANTIGUIDADE

Houve um embrião de infância na Antiguidade clássica: gregos e romanos ricos colocavam seus filhos mais espertos na escola. Ainda assim, eles tinham acesso a todas as informações e atividades do mundo adulto, podendo casar ou morrer em batalha muito cedo.

IDADE MÉDIA
Sobreviver a pestes e invasões bárbaras não permite distrações como escolas e alfabetização. Numa cultura quase que 100% oral, o mundo é o mesmo para humanos de todas as idades. Meninos e meninas são apenas adultos em miniatura e fim de papo.

INVENÇÃO DA IMPRENSA
Em 1429, um alemão chamado Gutenberg inventa a imprensa. Os livros não precisam mais ser copiados a mão e se multiplicam. O efeito colateral disso é o ressurgimento e a expansão das escolas. Para se tornar adulto, é preciso aprender alguma coisa antes.

IDADE MODERNA
Entre a nobreza começa a surgir a preocupação de poupar as crianças dos males do mundo, ainda que eles viessem com tudo quando o dever chamasse. Mas, entre a plebe, a infância é apenas um sonho.

REVOLUÇÃO FRANCESA
Liberdade, Igualdade e Fraternidade se estendem às crianças. Ir à escola se torna obrigatório e aparecem os direitos da criança. A partir daí elas são vistas como seres diferentes, que precisam de proteção e carinho dos pais até virarem adultos.

REVOLUÇÃO INDUSTRIAL
Quando surgem as fábricas, a primeira tentação em todos os países industrializados é colocar as crianças para trabalharem junto com suas mães por horas e horas. Mas logo a sociedade reage e o trabalho infantil é proibido.

A ERA DE OURO
 A partir de 1850, tem inicio o auge do conceito de infância. As crianças têm roupas, brincadeiras, linguagem e até uma psicologia feita sob medida. São idealizadas como um tesouro que devia ser preservado ao máximo.

O INICIO DO FIM
Com o sucesso da TV, na década de50, tem inicio o esvaziamento do conceito de infância. A partir daí, as crianças voltam partilhar de informações destinadas aos adultos, deixando a proteção do mundo infantil.

HOJE
A queda que começou em 1950 tem sinais muito claros hoje: as crianças estão se tornando adolescentes cada vez mais cedo, até o trabalho infantil, se der muito dinheiro, esta sendo valorizado.

Matéria: O fim da Infância (1850 – 2009)



Texto: Emiliano Urbim


Revista: Super Interessante Edição: 268 – Ago/2009


Referencias: O desaparecimento da Infância, Neil Postman, Graphia.


Cultura Infantil Org. Shirley Steinberg e Joe Kincheloe, Civilização Brasileira

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