quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Aula no Trampolim

Aula no Trampolim


Semestre muito louco, estamos estudando atividades gimnícas, eu particularmente estou adorando. Ficamos incumbidos a estudar o Trampolim Acrobático e apresentá-lo a sala, algo novo pra mim, e eu estou amando esse desafio. As aulas práticas estão sendo S-E-N-S-A-C-I-O-N-A-I-S!!!

Também com uma galera dessas quem não se diverte???

No inicio cada um fazia o que sabia se sabia apenas pular, apenas pulava. Do segundo encontro para o primeiro melhoramos bastante. Eu que o diga =].



Nós ai ao lado desenhados por eu mesma----------------

sexta-feira, 4 de junho de 2010

Tribos Urbanas no desenvolvimento de adolescentes

Segundo Gonçalves (1999), as tribos são comunidades empáticas, organizadas em torno do compartilhamento de gostos e formas de lazer.

Na adolescência, os sentimentos se alternam procurando buscar a consciência de si na figura do outro, então, o meio social e cultural passam a ser de grande importância. Os adolescentes tornam-se intolerantes em relação às regras e aos controles exercidos pelos pais, e necessitam identificar-se com seu grupo de amigos.

Nessa fase da vida, isso envolve um processo de distanciamento entre os adolescentes e as antigas figuras de referencia, como a família e a escola, quando eles tendem a privilegiar o compartilhamento de experiências com os grupos de companheiros (Cole e Cole 2003).

Para a antropóloga Margareth Mead, o que difere nos adolescentes é a quantidade de escolhas que se permite a cada individuo. Os adolescentes atualmente se encontram com um mundo de escolhas que se deslumbram aos seus olhos. São livres para escolher entre as mais variadas religiões, depara-se com diversos códigos morais e encontram-se frente a uma série de grupos diferentes, que tem crenças diferentes e práticas diversas.

Surrealismo

“A única diferença entre a Grécia imortal e a época contemporânea é Freud, que descobriu que o corpo humano, que era puramente neoplatônico na época dos gregos, está hoje cheio de gavetas secretas que só a psicanálise é capaz de abrir”.



Salvador Dalí

Desde a infância vamos adquirindo experiências, desenvolvendo habilidades e aprendendo, de acordo com os nossos pais, as normas da sociedade, que vão sendo guardadas dentro das “gavetas” da mente. Ainda criança, somos punidos e corrigidos por eles (Kahn, 2003). Mais tarde buscamos essas informações de acordo com o que precisamos, e algumas permanecem guardadas sendo pouco ou nunca utilizadas. Dentro das gavetas secretas estariam os desejos e impulsos, os sonhos, as lembranças, experiências, os medos, as conquistas, as emoções e representações. Para Freud, não somos apenas o que pensamos ser. Somos mais: somos também o que lembramos e aquilo de que nos esquecemos; somos as palavras que trocamos os enganos que cometemos os impulsos a que cedemos ‘sem querer’. Impulsos que ficam guardados lá no inconsciente, e que de acordo com as normas que recebemos na infância, podem ser considerados de má conduta ou um mau comportamento, os desejos inconvenientes, que muitas vezes ignorados, deixados de lado por conta do Superego agindo em nossa mente, como o “vigia” aquele que te lembra o que é “certo” e “errado”. Mas os desejos simplesmente existem em nós, não tem qualquer origem moral. Para Freud, muitas das nossas motivações ao longo da existência, por mais que as racionalizemos, emanam do nosso inconsciente. Ele é a chave, por exemplo, para entender porque cometemos sempre os mesmos erros; porque reagimos a determinadas situações de forma semelhante; principalmente, porque não superamos certas dificuldades que nos acompanham desde a infância, até a idade adulta.

quarta-feira, 7 de abril de 2010

A televisão e a Infância

Quando a transição se completou e o mundo que antes era apenas um para adultos e crianças virara dois, um para adultos e outro para crianças, assunto de gente grande e assunto de gente pequena, eis que surge algo que aproxima esses dois mundos novamente: a televisão.

“O acesso das crianças a informações do mundo adulto transformou tudo drasticamente”
(Joe Kincheloe, coautor do livro Cultura Infantil e professor de estudos culturais e pedagogia na Universidade Penn State).

Quando os pais não sentem ou não vêem um “problema” na televisão, além de amiga indiscreta, a TV acaba por cumprir o papel de babá eletrônica. Aí entra o que os especialistas chamam de PEDAGOGIA CULTURAL CORPORATIVA- a parte da nossa criação realizada pela indústria do entretenimento. Se antes as memórias de infância eram criadas sob a supervisão dos pais, agora elas vinham da TV, da musica, dos filmes.
“Por decisão ou omissão dos pais, mais e mais experiências dos nossos filhos são fruto de conteúdos produzidos por corporações comerciais”. (Joe Kincheloe)

A quantidade de tempo em frente à tela foi aumentando a cada década, chegando ao ápice nos anos 90. E então ela começou a cair. Mas agora as crianças podiam aprender algo em outra tela, a do computador.


“A única tecnologia que tem potencial para sustentar a necessidade de infância é o computador”


“Para programar um computador, é preciso, essencialmente, aprender uma linguagem. Isso significa que é necessário dominar complexas habilidades analíticas semelhantes às exigidas de uma pessoa plenamente alfabetizada, e para isso é indispensável treinamento especial”.

(Neil Postman)




Matéria: O fim da infância
Texto: Emiliano Urbim
Revista: Super Interessante Edição: 268 – Ago/2009
Referencias: O desaparecimento da Infância, Neil Postman, Graphia.
Cultura Infantil Org. Shirley Steinberg e Joe Kincheloe, Civilização Brasileira

A invenção da infância

Aos 13 anos, o príncipe Alexandre, começou a ter aulas com Aristóteles. Aos 16 anos, já comandava exércitos da Macedônia. A transição brusca do banco da escola para a cela do cavalo é um bom exemplo de como os gregos e romanos viam seus jovens abastados: se vivessem o suficiente, poderiam adquirir alguns conhecimentos úteis e, assim que possível, deveriam estar aptos para todas as demandas do mundo adulto.


Na idade média, a vida das crianças piorou. O acesso à educação ficou muito restrito: os mosteiros detinham o conhecimento somente entre eles. E isso só mudou com a invenção da imprensa, que permitiu a popularização dos livros e o ressurgimento da escola. Logo Foi visto que num mundo letrado, as crianças precisavam transformar-se em adultos. O burguês esperto que colocasse seus filhos na escola estava tão somente buscando garantir seu futuro.

O confinamento dos jovens em ambientes separados dos adultos começou a suscitar sentimentos em pais e mestres, que passaram acreditar que eles tinham outra natureza e outras necessidades. (J. H. Plumb).

O iluminismo e as revoluções burguesas inspirados em Plumb formaram essas boas intenções em conquistas reais: os novos códigos civis reconheciam as crianças como indivíduos com direito a proteções legais especificas e necessidades especiais.

Mas veio a revolução industrial e junto a ela novos conceitos. As novas fábricas fizeram os pais botarem as crianças para trabalharem e ajudarem no orçamento familiar. Porém o Estado passou a se dar o direito de agir como protetor das crianças.

Em 1850, a transição se completa. O mundo virou dois: crianças e adultos, e nesse mundo se fala sobre diferenças entre classes sociais, morte, doença, violência, dinheiro, e sexo, um assunto do qual as crianças deveriam ser poupadas em nome da infância sadia.

O Fim da Infância 2


“A infância é um artefato social, não uma categoria biológica” – Neil Postman.


Provando que a infância era uma invenção cultural, o historiador americano alertava que a mesma sociedade que a criou poderia determinar o seu fim. No começo dos anos 80, ele via como principal ameaça o fato de adultos e crianças verem os mesmos programas de TV.

Infância na Antiguidade

ANTIGUIDADE

Houve um embrião de infância na Antiguidade clássica: gregos e romanos ricos colocavam seus filhos mais espertos na escola. Ainda assim, eles tinham acesso a todas as informações e atividades do mundo adulto, podendo casar ou morrer em batalha muito cedo.

IDADE MÉDIA
Sobreviver a pestes e invasões bárbaras não permite distrações como escolas e alfabetização. Numa cultura quase que 100% oral, o mundo é o mesmo para humanos de todas as idades. Meninos e meninas são apenas adultos em miniatura e fim de papo.

INVENÇÃO DA IMPRENSA
Em 1429, um alemão chamado Gutenberg inventa a imprensa. Os livros não precisam mais ser copiados a mão e se multiplicam. O efeito colateral disso é o ressurgimento e a expansão das escolas. Para se tornar adulto, é preciso aprender alguma coisa antes.

IDADE MODERNA
Entre a nobreza começa a surgir a preocupação de poupar as crianças dos males do mundo, ainda que eles viessem com tudo quando o dever chamasse. Mas, entre a plebe, a infância é apenas um sonho.

REVOLUÇÃO FRANCESA
Liberdade, Igualdade e Fraternidade se estendem às crianças. Ir à escola se torna obrigatório e aparecem os direitos da criança. A partir daí elas são vistas como seres diferentes, que precisam de proteção e carinho dos pais até virarem adultos.

REVOLUÇÃO INDUSTRIAL
Quando surgem as fábricas, a primeira tentação em todos os países industrializados é colocar as crianças para trabalharem junto com suas mães por horas e horas. Mas logo a sociedade reage e o trabalho infantil é proibido.

A ERA DE OURO
 A partir de 1850, tem inicio o auge do conceito de infância. As crianças têm roupas, brincadeiras, linguagem e até uma psicologia feita sob medida. São idealizadas como um tesouro que devia ser preservado ao máximo.

O INICIO DO FIM
Com o sucesso da TV, na década de50, tem inicio o esvaziamento do conceito de infância. A partir daí, as crianças voltam partilhar de informações destinadas aos adultos, deixando a proteção do mundo infantil.

HOJE
A queda que começou em 1950 tem sinais muito claros hoje: as crianças estão se tornando adolescentes cada vez mais cedo, até o trabalho infantil, se der muito dinheiro, esta sendo valorizado.

Matéria: O fim da Infância (1850 – 2009)



Texto: Emiliano Urbim


Revista: Super Interessante Edição: 268 – Ago/2009


Referencias: O desaparecimento da Infância, Neil Postman, Graphia.


Cultura Infantil Org. Shirley Steinberg e Joe Kincheloe, Civilização Brasileira