sexta-feira, 4 de junho de 2010

Tribos Urbanas no desenvolvimento de adolescentes

Segundo Gonçalves (1999), as tribos são comunidades empáticas, organizadas em torno do compartilhamento de gostos e formas de lazer.

Na adolescência, os sentimentos se alternam procurando buscar a consciência de si na figura do outro, então, o meio social e cultural passam a ser de grande importância. Os adolescentes tornam-se intolerantes em relação às regras e aos controles exercidos pelos pais, e necessitam identificar-se com seu grupo de amigos.

Nessa fase da vida, isso envolve um processo de distanciamento entre os adolescentes e as antigas figuras de referencia, como a família e a escola, quando eles tendem a privilegiar o compartilhamento de experiências com os grupos de companheiros (Cole e Cole 2003).

Para a antropóloga Margareth Mead, o que difere nos adolescentes é a quantidade de escolhas que se permite a cada individuo. Os adolescentes atualmente se encontram com um mundo de escolhas que se deslumbram aos seus olhos. São livres para escolher entre as mais variadas religiões, depara-se com diversos códigos morais e encontram-se frente a uma série de grupos diferentes, que tem crenças diferentes e práticas diversas.

Surrealismo

“A única diferença entre a Grécia imortal e a época contemporânea é Freud, que descobriu que o corpo humano, que era puramente neoplatônico na época dos gregos, está hoje cheio de gavetas secretas que só a psicanálise é capaz de abrir”.



Salvador Dalí

Desde a infância vamos adquirindo experiências, desenvolvendo habilidades e aprendendo, de acordo com os nossos pais, as normas da sociedade, que vão sendo guardadas dentro das “gavetas” da mente. Ainda criança, somos punidos e corrigidos por eles (Kahn, 2003). Mais tarde buscamos essas informações de acordo com o que precisamos, e algumas permanecem guardadas sendo pouco ou nunca utilizadas. Dentro das gavetas secretas estariam os desejos e impulsos, os sonhos, as lembranças, experiências, os medos, as conquistas, as emoções e representações. Para Freud, não somos apenas o que pensamos ser. Somos mais: somos também o que lembramos e aquilo de que nos esquecemos; somos as palavras que trocamos os enganos que cometemos os impulsos a que cedemos ‘sem querer’. Impulsos que ficam guardados lá no inconsciente, e que de acordo com as normas que recebemos na infância, podem ser considerados de má conduta ou um mau comportamento, os desejos inconvenientes, que muitas vezes ignorados, deixados de lado por conta do Superego agindo em nossa mente, como o “vigia” aquele que te lembra o que é “certo” e “errado”. Mas os desejos simplesmente existem em nós, não tem qualquer origem moral. Para Freud, muitas das nossas motivações ao longo da existência, por mais que as racionalizemos, emanam do nosso inconsciente. Ele é a chave, por exemplo, para entender porque cometemos sempre os mesmos erros; porque reagimos a determinadas situações de forma semelhante; principalmente, porque não superamos certas dificuldades que nos acompanham desde a infância, até a idade adulta.